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Por Jota Charrua | 6 Abril, 2008
Tá na Zero Hora
Na Capital, uma bandeira disputada
Em Porto Alegre, a campanha pelo Paço Municipal mostra a que ponto a saúde pode turbinar a caça ao voto. Candidatos a prefeito fazem corpo-a-corpo com médicos e servidores e percorrem hospitais públicos.
Na eleição de 2004, o prefeito José Fogaça (PMDB) - com o médico Eliseu Santos (PTB) como vice - havia sido eleito pelo PPS denunciando os antecessores da Frente Popular por má gestão no setor. Este ano, seus principais adversários, como as deputadas federais Luciana Genro (PSOL), Manuela DÁvila (PC do B) e Maria do Rosário (PT), lhe devolvem a acusação.
- Há pelo menos duas décadas, a saúde preocupa em Porto Alegre. Como o problema não é resolvido, cresce - diz Manuela.
Antes mesmo de assumir a candidatura à reeleição, Fogaça foi atingido por mais uma polêmica no setor de saúde. O Hospital de Pronto Socorro (HPS), do município, foi um dos que fecharam unidades em razão da proliferação da bactéria Acinetobacter sp.
- Isso não começou nos hospitais da prefeitura. É uma questão a ser enfrentada com muita seriedade e não será objeto de exploração política por ninguém. Não seria uma atitude inteligente.
Uma das mais entusiasmadas em agitar a bandeira da saúde é Luciana, que passou pelo HPS e se dirigiu ao Hospital Conceição, do governo federal, administrado por Jussara Cony (PC do B), aliada de Lula e de Manuela. O alvo principal da deputada é Fogaça. O conflito se tornou mais agudo depois de a candidata sustentar que a bactéria estaria fora de controle em hospitais da Capital. Na quinta-feira, ela foi ao gabinete do prefeito para sugerir formas de frear a infecção nas emergências.
- Minha intervenção política trouxe o caso à tona. Até agora, o gestor municipal tinha tratado o assunto de forma burocrática - relata Luciana. (Leia mais)
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